Escrito under o sol escaldante da Avenida Paulista, em São Paulo, em um verão infinito de possibilidades e descobertas.
Quero deixar claro também que,
esse texto está intacto desde 2006. Sem edições.
Quero que leiam as sentenças separadamente, e não encarem isso como um texto propriamente dito.
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Andando pelas ruas de São Paulo em dias de veraneios, a cá percebi algo: Tudo é sempre igual. Nascemos para morrer e morremos para nascer, como basicamente dizia o poeta.
Á ti ofereço esse texto em perfeito desalinho.
Sem Eira,
Nem beira:
Nós, Humanos, mal nascemos e já estamos morrendo.
Outrora os tempos de juventude predominavam, com sonhos e ilusões em que risadas e gestos simples vindo de pessoas especiais funcionavam como uma válvula de escape para poupar a solidão.
Tempos a cá, o verdadeiro fato é que ao anoitecer, a velhice sopra em minha mente o arrependimento de não ter feito o que faria no passado.
O Tempo é algo rei, é como o sol que arde, é como vidas entrelaçadas, passados sem futuro, e futuros sem passado.
A Maior prova disso são as cicatrizes que ainda não se fecharam, a súplica inevitável e a mente? Uma eterna incógnita indecifrável.
Depois de perdas e acasos, eu finalmente achei as respostas para as minhas perguntas.
Leia nas entrelinhas:
Agora, no auge de minha velhice, creio que, de fato, uma vida com motivos não vale ser vivida.
É certo de que devemos lutar por nossos ideais, no entanto, as melhores coisas da vida simplesmente não têm motivo, é meio que uma necessidade invonlutária.
Não nos apaixonamos por vontade, Não HÁ motivos para se apaixonar, nos apaixonamos porque nos apaixonamos, porque precisamos de amor.
As melhores risadas são as sem motivos.
As melhores coisas da vida são as sem motivos!
Quando a alegria vem, involuntariamente, explode dentro de nós! Somos tão involuntariamente vonluntários que nos deixamos dominar por emoções, por qualquer emoção que venha a tocar os nossos corações.
E como um coração, tão pequeno como é, é tão essencial em nossas vidas? Por quê o símbolo do amor é o coração? Bem, pelo simples fato de precisarmos disso para nos mantermos vivos!
Involuntariamente.
E hoje, se me perguntassem do que eu me arrependi na juventude, eu diria que faria as coisas mais involuntariamente.
Sem hesitar, não daria á minima a problemas inexistentes, que complexicamente, criei para proteger-me do que achava errado.
Na verdade, jogaria todos os problemas fora!
Falaria as coisas que eu sempre quis falar.
Faria as coisas que eu sempre quis fazer.
Não espere a outra vida para fazer tudo que quer fazer, não guarde sua vida, deixe ela correr solta, ela é sua, aproveite!
Porque eu, Eu faria tudo denovo, e muito, muito, muito mais!
Cada frase aqui depositada,
Não houve cautela,
Apenas outro dia de verão, em que botamos a mão na consciência...
Apenas desalinho.